Viajar de Mochila às Costas

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Quem nunca sonhou em viajar sozinho pelo mundo, levando apenas uma mochila às costas? Há quem aguarde há muito tempo por essa oportunidade, mas são também muitos os que não partem nesta aventura por receio.

A experiência é, contudo, merecedora de ser vivida Só tem de ir bem preparado.

Descubra tudo o que precisa de saber antes de fazer a viagem dos seus sonhos.

Tudo o que precisa de saber antes de viajar sozinho com a mochila às costas – Tomar a decisão de agarrar numa mochila e viajar pelo mundo nunca é uma decisão fácil. Há quem passe a vida inteira à espera dessa viagem e nunca realize esse sonho. Existem algumas dicas que poderão ajudá-lo caso decida avançar nesta aventura.

Dê informações a pessoas próximas – Não se esqueça de avisar familiares e amigos próximos sobre a sua localização atual e também sobre o destino seguinte. Hoje em dia tem várias formas de o fazer e mandar um cartão postal é sempre engraçado. Caso haja algum azar é sempre bom que pessoas próximas de si saibam a sua localização.

Noção dos gastos monetários – Ao longo da viagem é normal que passe a considerar caras as coisas que antes via como baratas. Irá sentir que estar a gastar determinada quantia numa simples refeição rápida é o equivalente a ir a um restaurante caro.

Leve um par de atacadores extra – Poderá apanhar mau tempo e ficar com os seus atacadores num estado lastimável ou poderá mesmo ter azar e ficar com algum atacador danificado. É sempre bom ter outro para poder usar caso tenha um problema deste género.

Cuide bem dos seus pés – Uma vez que está a viajar, a vontade de passear e andar distâncias consideráveis é enorme. Um bom calçado para os seus passeios é fundamental e lembre-se também de cuidar bem dos pés quando estiver quase a ir dormir.

Linha de pesca – Poderá parecer algo peculiar mas muitos viajantes também recomendam que se coloque linha de pesca na bagagem. Além de ser compacta, é extremamente forte e também é útil para reparar a mochila em caso de algum rasgão, além de poder também ser necessária caso precise de uma linha para colocar a roupa a secar.

Leve fita adesiva – Muitos viajantes dizem que um rolo de fita adesiva poderá ser muito útil. Poderá não servir como solução, no entanto poderá ser uma boa opção caso tenha algum rasgão na mochila ou mesmo em alguma peça de roupa.

Souvenirs pequenos – É normal que queira levar souvenirs dos locais que visitou. Seja para si mesmo ou para oferecer, um souvenir é sempre uma opção engraçada. Tente optar por souvenirs pequenos pois estes ocupam pouco espaço e geralmente são mais baratos.

Quer conhecer o mundo sem gastar muito dinheiro?

Há muitas formas de viajar; umas são mais dispendiosas do que outras, mas para quem quer correr mundo e tem pouco dinheiro só há uma opção: vá de mochila às costas.

Há muito tempo que ouvimos dizer que é preciso ser rico para viajar. Há muito que nos dizem “devem gastar imenso dinheiro nas vossas viagens” mas a verdade é que não. Não, não gastamos muito dinheiro. Sim, não sejamos inocentes, gastamos algum. A verdade é que é possível viajar muito com pouco dinheiro. Agora, não sejamos ingénuos, há que fazer opções.

Viajar implica sempre gastar dinheiro com: voos, alojamento, alimentação, vistos e documentos, transportes.

Se quer viajar muito tempo há que poupar no alojamento, nos transportes e na alimentação. Luxos, dirão aqueles que estão habituados a viajar de mochila às costas. Comodidades básicas, dirão aqueles que gostam de viajar para descansar e passar férias.

Viajar e férias são coisas muito diferentes. Se quer ir de férias, vai gastar muito dinheiro. Isso implica um lugar cómodo para dormir, boas refeições, um bom vinho, saídas para ver espectáculos, noites nos bares, etc. Mas há outras opções! Pode esquecer as férias e ir viajar!

Se pretende viajar, e tem recursos limitados, pode fazê-lo. Para isso tem que ir de mochila às costas. É a forma mais fácil de viajar pelo mundo. De forma muito simples, é só seguir estes passos:

1. Compra um voo promocional para um destino que há muito o anda a “desafiar”.

2. Coloca tudo o que vai precisar para meses dentro de uma mochila de 50L.

3. Deixa para trás preconceitos, tristezas e má disposição.

4. Carrega quilos de coragem no primeiro passo em direcção ao aeroporto.

5. Marca alojamento barato. Dorme em estações de comboio e de autocarro. Dorme durante as viagens longas de transporte. Dorme em lugares sujos e sem comodidade.

6. Come nos vendedores locais de rua. A comida de rua, sempre a mais típica, é barata e, se vir que a banca está cheia, é segura.

7. Pode ter que pedir boleia, dividir transporte público ou táxi.

8. Supera medos mas ganha experiências e amigos para a vida.

Se estiver preparado para ultrapassar estes oito pontos, o mundo está à sua espera. Vá viajar! Sozinho, com o (a) seu (sua) companheiro (a), ou com amigos. Mas vá! O mundo está à sua espera. O mundo é tão fácil. Viajar é fácil.

Férias? Para isso vai precisar de muito dinheiro. E, essas, nem sempre lhe mostram o mundo!

Os melhores truques para POUPAR EM VIAGEM | Poupe dinheiro, viaje mais!

Acho que nunca viajámos com um grande orçamento. Viajamos sempre com dinheiro contado e, todos os dias, temos que pensar em poupar dinheiro para conseguir fazer aquilo que queremos. Uma das nossas prioridades é experimentar e conhecer o máximo possível, pelo que, temos que cortar em tudo o que é supérfluo para conseguir sobreviver semanas e meses na estrada. Num post anterior já vimos como fazemos para poupar para viajar pelo mundo. Agora queremos responder a outra questão. Como poupamos dinheiro em viagem? Pois bem, aqui ficam os nossos truques para poupar em viagem.

1. Beber água da rede pública

Uma altura fizemos contas sobre a quantidade de dinheiro que gastávamos em água durante as viagens e ficamos alarmados. Geralmente viajamos acompanhados de um cantil ou uma garrafa de água reutilizável. Antes de viajar uma das coisas que fazemos é pesquisar sobre a qualidade da água da região para onde vamos e, no caso de ser de boa qualidade, todos os dias enchemos a garrafa com água da rede pública. Para além de ser economicamente muito importante, o maior ganho é mesmo para o planeta Terra. Beber água engarrafada é um comportamento altamente insustentável. A água engarrafada é deslocada dos seus países de origem para lugares distantes e nunca mais voltará ao ciclo da água do local de onde saiu. Sabiam que a água do rio Jordão, entre a Jordânia e Israel e Palestina, “voou” quase toda para os supermercados da Europa? Hoje o rio já não desagua no mar e as populações já não têm água para os seus afazeres diários. Este é um dos principais truques para poupar em viagem. Poupa dinheiro e ajuda o planeta.

2. Acampar 

O alojamento consome grande parte da parcela do orçamento de qualquer viagem. No entanto, há imensos destinos no mundo onde se pode reduzir este orçamento quase para zero. Se optarmos por acampar durante a viagem o custo do alojamento será muito baixo, mas se o país for seguro, podemos ainda fazer campismo selvagem o que te reduzirá o orçamento quase a zero. Foi isso que fizemos na nossa viagem na Islândia e Gronelândia. Geralmente acampávamos fora dos campings e isso permitiu-nos conseguir viajar na Gronelândia durante três semanas gastando pouquíssimo dinheiro. Numa altura, conversando com um viajante australiano sexagenário de renome mundial, ele dizia-nos “como conseguiram pagar três semanas na Gronelândia, aquilo é caríssimo?”. Bem a resposta é só uma: acampando!

3. Comprar roupa em viagem (nos países mais baratos) e usá-la sempre

Viajar é fixe e toda a gente adora tirar fotografias giríssimas em viagem e com um bela roupa. Uma das coisas que as pessoas têm tendência a fazer é a comprar roupa nova para fazer viagens. Nós raramente fazemos isso. Aliás, só o fazemos se for roupa técnica de montanha. Nas viagens que fazemos aos países onde os preços são mais baratos, aproveitamos para comprar roupa para viajar. Por exemplo, grande parte da nossa roupa de viagem comprámo-la numa viagem que fizemos à Índia, em 2007, e noutra ao sudeste asiático, em 2011. Usamos essa roupa em viagem desde estão. Há calças que já têm quase dez anos e andam sempre connosco. Estão gastas e usadas? Sim, estão mas nós preferimos viajar do que comprar roupa para viajar. A roupa não se estraga enquanto não rasgar. E nós usamos a nossa roupa em viagem até ela se rasgar. Em 2017, será altura de voltar à Índia e refazer o guarda-roupa de viagem. Afinal, estamos a viajar com a mesma roupa há quase 10 anos! Parece truque mas não é!

4. Comprar comida nos supermercados e preparar as refeições

Uma das fórmulas que aplicamos sempre que estamos em capitais europeias ou em países onde a comida é cara é prepararmos as nossas próprias refeições. Geralmente escolhemos hostels com cozinha. Este, a par com a localização, são os principais critérios que usamos para escolher um alojamento. No entanto, muitas vezes tal não é possível, ou porque não há ou porque ficam muito longe do centro. Quando isto acontece viajamos com um kit de tachos e um fogão de camping. Não ocupa quase nada na mochila. Por exemplo, durante a nossa viagem de dois meses ao longo da Rota da Seda viajámos com este material. Levámos massas instantâneas de Portugal e íamos usando ao longo do trajecto. Quando acabaram, começamos a comprar comida nos mercados locais e a confeccioná-la no nosso equipamento. Pode parecer utópico mas não é. Já cozinhamos com o nosso equipamento em hotéis na Índia, Uzbequistão, Londres, Singapura, Nova Iorque, Moscovo, Irão, etc. Não faltam exemplos. Aliás, este é um dos nossos principais truques para poupar dinheiro em viagem. Usámo-lo frequentemente, especialmente quando gastamos mais do que queríamos num tour ou numa actividade.

5. Conhecer as cidades a pé em vez de utilizar transportes públicos

A maioria das cidades, especialmente europeias, oferece a possibilidade de comprar “passes diários” ou “passes de transportes”. Esta opção é boa para cidades muito grandes, como TóquioNova Iorque ou Londres, mas a maioria das cidades do mundo não exigem a compra destes passes. Os centros históricos e áreas turísticas das cidades estão geralmente circunscritas a áreas restritas e isso faz com que a cidade seja perfeitamente conhecível se a explorarmos a pé. Geralmente contamos com caminhar cerca de 20 km por dia para explorar as cidades, preferindo calcorrear as suas ruas e conhecer melhor a sua alma e as suas gentes. Berlim, Paris, RomaVeneza, Florença, Amesterdão, Pequim ou Kuala Lumpur, são exemplos de cidades que preferimos explorar a pé. Fazemo-lo sempre que achamos que o cansaço compensará. Não é só por uma questão de dinheiro mas ajuda a equilibrar o nosso orçamento.

6. Arranjar alguém para dividir as despesas

Viajar sozinho é bom, mas tem a grande desvantagem de não termos ninguém para dividir as despesas. Nas coisas mais simples como uma sandes (que se pode partilhar) ou uma bebida num bar, até a algo que consome mais dinheiro, como um táxi para o aeroporto, para a estação ou para o hotel, arranjar uma pessoa para partilhar custos é essencial. Até poderá viajar sozinho mas tente arranjar sempre alguém ao longo dos dias com quem poderá partilhar os seus custos. Foi este principio que aplicamos para viajar em África. Os safaris aos parques africanos tinham preços que para nós eram proibitivos. Assim decidimos juntar-nos a um grupo de mochileiros mundiais e fazer a viagem de overland. É a opção mais barata para conhecer os parques nacionais africanos. Conseguimos assim poupar muito dinheiro.

7.  Usar couchsurfing

Um dos melhores projectos que conhecemos na internet e que representa o espírito completamente altruísta dos viajantes é o couchsurfing. Este site permite tentar arranjar alguém em diversas cidades e locais do mundo para nos acolher em sua casa. Essa pessoa dá-nos alojamento a custo zero, geralmente num sofá, no chão de uma sala ou até num quarto. O principio é “hoje precisas tu, amanhã preciso eu”. Não é obrigatório “receber” alguém em nossa casa para poder “dormir” na casa de outra pessoa, mas é de bom tom. O site vive da amabilidade dos viajantes e da interajuda. Se disponibilizarmos um sofá em nossa casa para outros viajantes, por que não usar o sofá de um desconhecido em Buenos Aires ou em Teerão? Já usamos o couhsurfing várias vezes em viagem. Desde ArgentinaChileIrãoUruguaiGronelândiaEstóniaParaguai ou Lituânia, já tivemos experiências fantásticas. Sempre que experimentamos o couchsurfing as experiências foram positivas. É uma forma excepcional de conhecer a cultura de um país. Cá também já recebemos muitos viajantes e isso tornou os nossos dias mais interessantes e conhecemos gente fantástica.

8. Privilegiar comida de rua

Comer na rua pode ser arriscado, especialmente nos países com baixos níveis de higiene como a China ou a Índia, mas é bastante económico. Comer na rua permite comprar a comida ao preço da população local e geralmente experimentar comidas genuínas. Nós adoramos experimentar. Mesmo nos países com padrões de higiene deficitários experimentamos a comida na rua. Vamos olhando, certificámo-nos se não há problemas de maior, vemos se há muita gente a comer (o que normalmente é sinal de qualidade e higiene) e depois arriscamos.  Arriscamos apanhar uma diarreia mas também arriscamos verdadeiras descobertas gastronómicas. Ambas fazem parte das viagens. Estas refeições permitem-nos equilibrar o orçamento. Em Reykjavik, na Islândia, comemos um dos melhores cachorros quentes nas ruas da cidade. Eram deliciosos e baratos. Por 3€ comemos dois cachorros quentes. Na maioria dos restaurantes não se conseguia almoçar ou jantar por menos de 30€/pessoa. Assim, compramos quatro cachorros quentes, sentamos na margem do fiorde e desfrutamos da paisagem. Foi uma espécie de piquenique urbano. Este é um dos melhores truques para poupar em viagem.

9. Fazer amigos

Pode parecer contraditório, mas não é. Fazer amigos em viagem é óptimo porque nos permite conhecer melhor os costumes das populações e dos lugares. Mas fazer amigos em viagem tem também vantagens para o nosso orçamento. Em geral, a população local conhece os sítios onde se come mais barato, como chegar a um determinado local sem usar transporte turístico, como entrar num monumento sem pagar, etc. Há imensas dicas que só os locais podem dar. Aproveita-as bem. Para além disso, às vezes surge um convite para jantar em casa, conhecer a família ou participar num casamento. Tudo isso são experiências que te enriquecem pessoalmente mas também culturalmente e materialmente.

10. Privilegiar visitar monumentos com entrada livre

Quando visitamos grandes cidades, especialmente na Europa ou na América do Norte, deparamo-nos sempre com o problema do elevado preço de entrada nos monumentos. Normalmente tentamos contornar esta situação preparando meticulosamente a viagem e visitando os museus e monumentos no dia em que o preço é mais baixo (há muitos museus que uma vez por semana fazem descontos a partir de uma determinada hora). Outros monumentos têm também um dia em que estão abertos gratuitamente ao público. Essa é outra opção. Há filas e muita gente, mas quando os custos de entrada são elevados, compensa.  Foi isto que fizemos em muitos museus que visitamos durante a nossa viagem pelos EUA. Mas, se quisermos ver um local e este for pagar, vamos. O dinheiro também é para se gastar. No entanto, as cidades têm imensos locais, muitas vezes geniais, que valem a pena ver só por fora. Estou a pensar em Paris ou Berlim, ou até Nova Iorque ou Chicago. Para quê gastar imenso dinheiro em Chicago para ver um aquário? A cidade é muito mais do que isso. Privilegiamos os marcos arquitectónicos, os passeios à beira rio ou os percursos históricos e, normalmente, é isso que procuramos fazer durante os nossos itinerários numa grande cidade.

11. Ficar em alojamentos baratos (geralmente marcados com muita antecedência)

Marcar o alojamento na internet com muita antecedência permite-nos poupar imenso dinheiro em viagem. Por vezes chegamos a marcar o alojamento seis meses antes de viajar. Porquê? A resposta é fácil. Conseguimos boas promoções no booking (já chegamos a conseguir 70% de descontos em resorts no sudeste asiático ou de hotéis cinco estrelas no Japão) usando esta estratégia. Estas reservas são feitas em casa mas como depois têm que ser pagas quando chegamos ao local, acabamos por as valorizar em contexto de viagem. Mais um dos nossos truques para poupar em viagem.

12. Regatear os preços até à exaustão

Para regatear é preciso ter jeito. Numa viagem a dois, como a maioria das que fazemos, ambos regateamos preços, mas eu sou muito mais extremista. Levo o regateio mesmo à letra e faço o meu preço, levando normalmente o vendedor à exaustão. Não me importo de perder algum tempo ali porque isso me dá prazer e encaro-o como parte integrante da viagem. É por isso que adoro viajar no mundo árabe ou na Índia, onde posso dar azo a esta minha “habilidade”. O Rui tem menos paciência e até nem se importava de pagar mais para se ir embora mais rápido. Gosto de negociar o preço do táxi, as frutas e legumes no mercado, o preço do pão nas padarias, as calças indianas, etc. Negoceio quase tudo. Até já dei por mim a negociar em lojas em Lisboa num final de semana que passamos na capital. E, por incrível que pareça, consegui desconto. É assim, o hábito faz o monge! Talvez por isso goste tanto da viagem da Rota da Seda que faço com a Nomad, dá-me para fazer uso desta minha habilidade e permite-me uma aproximação à população.  Mais um dos truques para poupar em viagem.

Há muitos truques para poupar em viagem. Uns mais fáceis, outros mais difíceis; Uns mais óbvios, outros menos. Na realidade, tudo o que nos possa fazer poupar alguns trocos, nós tentamos. Somos bem controlados no orçamento e tentamos geri-lo de forma equilibrada. Há algo que temos bem presente: quanto mais pouparmos, mais viajamos.